As loucuras de um amor platônico!


Existem 365 dias no ano e 366 dias em anos bissextos. Quase duzentos dias são dias letivos. Antes de começar o ano, você no seu sub consciente auto-declara: "Não vou sofrer de amor platônico esse ano, na escola". É dito na escola, porque lá é o lugar mais perigoso, e o que mais passamos tempo. A vida fora da escola é mais fácil de se controlar. Por exemplo, dormir a tarde inteira ou a manhã inteira (Depende do turno em que você estuda), evitariam a maioria dos problemas; Já a escola, é uma espécie de campo minado - cheio de pessoas - é quase impossível não se apaixonar. Mas às vezes, quando você menos espera... Pá! Você foi fisgado.
Os primeiros dias até que são fáceis. Você conversa com os novos colegas de classe, mas evita pensar qualquer tipo de relação amorosa. "Isso é nojento" ou "São apenas colegas de classe", é o que você diz a si mesmo quando pensa algo do tipo. Dias e dias se passam... E você não fez tantos amigos. Você só anda com os que conhece bem. No intervalo, você fica lá, flutuando. E de repente, passa aquela pessoa do sexo oposto na sua frente. E você sutilmente, sorrateiramente é atraído. Não há mais escapatória. Mordeste a isca.
Logo, aquela pessoa vira a sua fascinação. Toda hora ela aparece como imagem na sua cabeça. Claro, depois de espioná-la em seus movimentos em redes sociais, e pesquisar perguntando a pessoas sobre ela, não seria de duvidar que isso aconteceria. Mas bem, só perguntou coisas simples, para ninguém desconfiar. É, já se passaram muito tempo, meses... E você ainda não arrumou coragem o suficiente pra chegar lá e dizer algo. Bem, isso não é simples mesmo. Então você se senta no banco mais próximo que vê. Desaba os ombros, como que deixasse escorrer todo o peso que nele estava. Que fracasso. Que decepção! Você ficou tanto tempo se mutilando com pensamentos, que não pode perceber que alguém havia sentado ao seu lado. "Aaaah!" - é a única coisa que você consegue dizer ao olhar e perceber que a pessoa em carne e osso estava sentada ali, do seu lado. Não era exatamente assim que você pensava serem suas primeiras palavras em uma conversa, com ela (a pessoa), claro. "Seus amigos me disseram que queria falar comigo e... algo mais". O quê? O que essa pessoa quis dizer com algo mais? E como seus próprios amigos tiveram a coragem de contar tal segredo? Nessa hora você está completamente confuso. Nunca deveria ter confiado a ninguém tal segredo! Nessa hora, a única coisa que se passa é sair desse lugar e se enterrar em qualquer terreno baldio por aí. Então, a outra pessoa se aproxima lentamente de você. O que você estava pensando mesmo? Sim, os opostos se atraem. E mesmo você estar morrendo de raiva e hesitante, a cena se fecha com uma cena cinematográfica: um beijo roubado. Furiosamente você se levanta. Como poderia ter ido tão longe assim? Como a pessoa de quem você tanto gostava pode fazer algo assim? Bem, pelo menos tinham beijado. Mas não tinha sido você quem deu o primeiro passo. Na verdade, você não fez absolutamente nada! Agora tinha algo pra fazer: correu, fugiu. Uma ou duas semanas depois - não dá para saber ao certo, você está lá, deixado na escada. Sim, deitado na escada. E ainda por cima, totalmente arrasado. Tinha se recuperado bastante do que aconteceu, mas não o suficiente. Quebrou o desafio de não amar ninguém nesse ano e acabou com a própria vida. Prometera agora a si mesmo que não amaria mais ninguém, nada. Seria totalmente indiferente, amargo, rude. Mas algo lhe soa diferente. Há passos ecoando na escada. Você, curiosamente, se levanta para saber de onde vem. Uma pessoa do sexo oposto subia a escada, era perfeita, rosto perfeito... Afinal, totalmente perfeita. Você não estava muito certo do que pensava, mas de uma coisa sabia: Você tinha de conhecer melhor aquela pessoa... Precisa conversar com ela! - Enfim, novamente você mordeu a isca.





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